Decidi fazer uma previsão e postar aqui no blog para que se fique registrado.
Fiz um previsão certeira a respeito da atual recessão logo após a Copa do Mundo de 2014, mas, como ficou apenas falado e muitos outros também o fizeram (porém muito após a minha, e muito por conta da própria Copa e dos sinais que a economia mundial já vinha dando).
Portanto, desta vez ficará registrado para que eu mesmo ou a qualquer um que interesse possa conferir se estarei certo ou não.
Bom, minha previsão já está no título. A economia do Brasil vai se recuperar, e muito, a partir do segundo semestre de 2016.
No atual momento há previsões catastróficas sendo veiculadas na mídia. Por duas vezes liguei acidentalmente no jornal da tarde da grande mãe e pude ver a mesma ladainha sendo repetida.
Antes que se diga porque tenha tanta certeza quero fazer um adendo.
Já sou velho suficiente e gosto de ler e me informar e já estudei muita história. Quando vejo todas essas conversas de super crise fico indignado. Será que essas pessoas já se esqueceram o que é crise de verdade? É óbvio que a economia está desaquecida, há pessoas que perderam o emprego, negócios sendo fechados ou mesmo diminuindo de tamanho, prédios comerciais sendo postos para alugar. Porém, o desemprego ainda não bateu de verdade (muito longe disso) e as pessoas estão vivendo com certo conforto. Ainda vejo carros 0 km nas ruas, todos os dias, dos mais baratos aos mais caros. Mas, a maior prova de que a crisa não é tão grande como estão proclamando são os supermercados e restaurantes. Saia qualquer dia a noite, em especial aos finais de semana e veja os restaurantes, sempre tem muita gente, alguns ainda lotados. Pessoas sem dinheiro não comem fora, simples assim.
Agora, o que mais me impressiona é o supermercado. É impressionante como aumentou a quantidade de supermercados nos últimos anos. E, mesmo assim, há sempre filas. - muito por conta da falta de caixas para atender, mas mesmo assim muita gente. Fui a um atacadista logo pela manhã e me arrependi, não tinha caixa rápido, e haviam inúmeros comerciantes com carrinhos abarrotados esperando na fila. Então resolvi ir a noite, também não foi muito bom. Havia falta de diversos itens, não porque não foram produzidos ou comprados pelo mercado, mas porque não haviam sido reabastecidos ainda.
Crise, de verdade, não é.
Agora vamos aos porquês da minha "grande" previsão.
Não estão em ordem de importância.
1. Fim da política de desvalorização do petróleo por conta dos EUA. Com a iminente saída de Barack Obama e a desnecessidade de desvalorização política e econômica do petróleo vindo a acontecer. Não tenho certeza se eles conseguiram atingir os seus objetivos, mas também não vejo os grandes produtores de petróleo mantendo o preço baixo por muito mais tempo.
2. Efeito Olimpíadas. Tudo bem, é só em duas cidades, por menos de um mês. Mas, mesmo assim, trará muitos turistas e irá movimentar a economia como um todo.
3. Absorvição da baixa no setor de construção civil após a Copa do Mundo. A economia do Brasil aquentou a crise externa por um bom tempo muito por conta das obras da copa e do esforço do governo e financiar essas obras. Com o fim das obras, o setor arrefeceu. Agora, dois anos mais tarde, os negócios podem voltar a fluir normalmente, sem o inchamento artificial do governo e do evento.
4. Estabilização do arroxo governamental. O governo gastou muito, não somente o Federal, mas os Estaduais e Municipais também. Foram pouquíssimos os que souberam investir e expandir de maneira austera e inteligente. (e não, não foram os governos liberais que o fizeram, vide São Paulo e Paraná). Com o corte nos gastos há também o corte nos desperdícios e exageros. A economia também começa a se recuperar da dependência não salutar das ações econômicas do governo e a andar com as próprias pernas. Com a eventual e gradua recuperação da economia e por consequente da famigerada arrecadação, o governo poderá voltar a investir. Fica a esperança, ainda em vão, de que agora farão uma administração mais austera.
5. Ciclos econômicos. Nenhuma economia capitalista vive eternamente em crescimento nem mesmo eternamente em depressão. Em essência, há sempre os picos e vales. A Europa, em especial, mas também os EUA e principalmente a China voltarão a crescer.
6. Absorção da alta do dólar pela economia e aproveitamento da alta nos valores das exportações e diminuição das importações. O dólar, ah o dólar. Se sobe, fode, se desce fode também...
Enfim, é isso. Com o tempo pretendo elaborar melhor, e, se houverem comentários ir também absorvendo os argumentos pertinentes.