Fico me perguntando se as pessoas que adoram postar no
Facebook, no What´s ap ou mesmo pessoalmente todos os casos de denúncia contra
o governo realmente leram as matérias e
não somente a capa.
Fiquei profundamente decepcionado com a reportagem na Isto
É. Por dois motivos, primeiro porque confiava nesta revista muito mais do que
na Veja, segundo que, talvez, haja realmente fogo nesta fumaça.
Ainda me questiono os reais motivos deste tipo de matéria e
denúncia, justo na reta final das eleições.
O principal problema deste tipo de matéria é a maneira como
elas são feitas.
As denúncias são apenas baseadas em declarações de alguns
dos envolvidos, não há prova documental e isso é um grande problema. Mesmo que
seja verdade o que está sendo dito, corre-se o risco de algum tipo de
revanchismo ou pior ainda, favorecimento político.
Depois de ter estudado Direito Processual Penal e de ter
prestado concurso para Polícia Federal (não passei e desisti de continuar), e
também para o MPSP, fico abismado quando vejo os depoimentos de envolvidos no
processo “vazarem”. Na prática,
significa um anulamento do processo. Ao permitir que informações importantes ao
inquérito cheguem ao público em geral, é dada chance os investigados de destruírem
provas, cooptarem testemunhas e se antecipar aos investigadores.
Ao que parece, esse tipo de ação não tem a intenção de condenar
os investigados, e sim desmoralizar aqueles que concorrem às eleições e que por
qualquer motivo não atendem aos interesses de alguns grupos.
Questiono também porque as diversas denúncias contra o PSDB
não saem tão frequentemente e com tanta pompa quanto às do PT.
Se é moralidade política que se deseja, há de se ter um
tratamento justo e igualitário a todos os partidos políticos.
Ao se apoiar esse tipo de ação nos tornamos apenas peças em
um jogo tolo de poder, um grupo de corruptos por outro grupo de corruptos.
Neste jogo, nem eu, nem você, nem nenhum outro cidadão comum
sai ganhando.
Não existe moralidade política pela metade.
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